A Song of Life and Love

"Um blog bem estranho que voce acabou de acessar."

Make a Wish.

Wish right
The right wish.
I wish to write
So I’ll write to wish:
Wish you a good night
'Cause myself cannot sleep.
So good night lady,
I’ll try to be on your dreams.
Please, just think about me
Now I could just die
If myself drags this doubt with.
So good night lady,
Good night.

Miserable, and more fucked up than what you think.

"Ei, você.

Aí fora no frio

Ficando solitário, ficando velho…

Consegue me sentir?”

(Hey You - Pink Floyd)


"Ah, começa essa merda logo!"

Não tem o quê escrever…

"Alguma coisa tem que aparecer."

Não, não dá. A dor… É a única coisa que se faz presente na minha cabeça. Solidão? Esperança? Desejo de vida? Pra quê tudo isso quando se tem a enxaqueca?

Ah, sim, ela.

Ela deveria ser um exemplo. Um exemplo de como agir, eu acho. Só acho, porque realmente não passa nada pela minha cabeça, agora. Ela só vem, aparece, e fica comigo. Assim, de repente. De resto, nada se faz de repente…

Pelo menos, não comigo.

"Tá, tá, tá. Palavras sem sentido, você tem muito mais do que podia querer."

Sim, tenho muito… 

Mas porquê deuses, como eu posso sofrer com o invisível? Com o que não foi? Com o que vai ser? Com o que nunca será?

Não vou transparecer problema nenhum.

Não tenho problema nenhum.

Mas quero que você apareça.

E resolva todos os meus problemas.

"Você não encadeou nenhuma idéia. Você não expressou nada. Ninguém vai entender você. Ninguém vai ler isso. Você é um ninguém."

Foda-se.

Desperate Measures

Mas o quê diabos eu sou?

Eu sou capaz de amar por causa de uma simples palavra que me foi dita.
Eu sou capaz de sacrificar qualquer coisa por alguém que eu não conheça.
Eu sou capaz de cumprir tudo aquilo que eu digo.
Eu sou capaz de te levantar de qualquer queda, por mais grande que ela tenha sido.

Eu sou capaz de…
Eu sei do que eu sou capaz.
Mas ainda não sei quem sou.
E parece que ninguém sabe quem eu sou também.

E pior, parece que ninguém sabe do que eu sou capaz…
Pedir que alguém me reconheça seria demais?
Pedir para que essa situação, até boa demais pra ser verdade,
Se torne alguma coisa com um fundo de sentimento?

Eu ainda não sei quem sou…
Só sei que eu consigo escrever.
Seja com canetas, penas ou tintas…
Seja com sangue.

E se isso é o necessário pra me fazer sentir vivo…
Pra quê saber o quê diabos eu sou?

Time… And it’s time.

Eu não sou permanente. Não sou, e acho que já me adequei a isso. Pense, pense um pouco em como eu entrei na sua vida. As vezes, discreto… Outras vezes com a delicadeza de um planeta caindo no oceano de outro planeta. Mas eu vivo, sim. Eu vivo. Em pequenos momentos intermitentes. Esses que se chamam lembranças, memórias. Em alguma memória, tenho certeza que sim. Em tempos em que o tempo é dinheiro, 6.783.271 almas aleatórias param pra pensar em lembranças. E 100% das pessoas que leem esse texto horrível, não irão ler exatamente o número que eu inventei ali em cima. Mas é aí, nessas lembranças, que eu vivo. É aonde eu moro. O problema é que atualmente me sinto um sem-teto. Sem lembranças pra participar… Em papéis tão pequenos a desempenhar…

A preocupação, a mágoa, e principalmente a solidão, andarão de mãos dadas, me acompanhando nos tempos em que não faço parte de lembrança alguma. Essas companheiras, só se vão enquanto faço parte de alguma memória… E me perturbam, enquanto afogo na minha própria.

E a vida… A minha vida, pelo menos. Me coloca em um padrão esquisito. Afinal, eu sou muito esquisito. Esse padrão é basicamente aparecer, diante de alguma situação rotineira, onde a vítima é obrigada a me aguentar. Acho que se não fosse assim, eu viveria isolado. Considerado um amigo, aprendo sobre a pessoa, toco em algum machucado dela, passo uma bandagem bem resistente, e sumo. Simplesmente. Sou afastado, ou esse alguém se afasta. Não por vontade própria, mas sendo algo que acontece de forma bem natural. A minha vontade não era essa, é claro. Queria ser permanente…

Mas ser permanente como? Se a vida me permitir, é claro.

Os pensamentos sobre o dia em que eu farei parte da lembrança de alguém todo dia, todo momento, me atormenta… O dia em que eu não serei lembrado, e sim o dia em que eu não serei esquecido. O dia em que eu serei, enfim, permanente.

Não sou permanente.

Posso ser permanente.

Você quer ser permanente na minha cabeça?

That Shakespeare.

Somos todos atores. Sim, todos nós, atores.

Não no sentido de agir com falsidade, o que acontece em algumas ocasiões. Mas tomamos testes na vida de cada um que nós cruzamos, e, depois de uma avaliação, somos e/ou seremos aceitos ou não. Na maioria das vezes aceitos. Nem que sejamos vilões, ou concorrentes, temos algum papel. Podemos parecer heróis, mas no final aquele que apunhala pelas costas… Podemos ser apenas aquele amigo do protagonista, que mesmo não sendo o foco, é o favorito de alguns…

Enfim, assumimos qualquer papel, a qualquer hora, qualquer instante. Fazemos todos eles ao mesmo tempo, porque diferentes vidas que entramos, exigem diferentes papéis, diferentes posições. Seja antagonista, seja herói, o que realmente queremos e almejamos, é o protagonismo. O protagonismo na vida de outra pessoa. O papel que é permanente. O que te define profissionalmente. O potencial pra esse protagonismo, temos ele várias vezes. Só que não são os atores que escolhem aonde vão atuar… São as outras pessoas que vão te julgar. Te julgar pela sua aparência, talvez. Te julgar pelo que você aparenta ser. Chegar a pelo menos saber aquilo que você realmente é? Raramente. Agora, te julgar por aquilo que você é? Quase nunca.

Por isso, lembre-se de agir e/ou atuar de acordo com aquilo que você quer ser na vida das outras pessoas.

Mas, ao mesmo tempo, somos os escritores de nossa própria peça. Temos o direito de escolher os papéis dos outros em nossa vida. Julgaremos os outros também, e acolheremos estes para o nosso grande espetáculo. E cada papel, tem seu tempo. Tem seu momento. Não podemos deixar ninguém como substituto…

E no final, só escrevo essa porcaria toda pra deixar as pessoas conscientes de que, o substituto em espera, depois de um tempo, pode não estar interessado no papel que você tem a oferecer. Fikdik.

Hjerteknuser(That’s norwegian for heartbreaker)

"Kanskje du ikkje fins lenger, kanskje det e håp
Kanskje du ikkje tenker på meg heller
Men eg vente på den dagen, at me e ute og går
Du bøye deg ner, og eg står på tå

Maybe you’re not even out there, maybe it’s hope
Maybe you don’t think about me at all
But I long for the day when you walk by my side
You’ll lean down while I’m on my toes”

(Hjerteknuser - Kaizers Orchestra)

Se você sabia da existência dessa banda ou música, por favor, me liga.

Dezesseis anos.

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Dezesseis anos, quatro meses.

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Dezesseis anos, quatro meses, treze dias.

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Dezesseis anos, quatro meses, treze dias, dezessete horas.

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Dezesseis anos, quatro meses, treze dias, dezessete horas, quarenta e quatro minutos.

Esse é o tempo que levou pra EU cansar da vida. Não, de novo, isso não é nenhuma carta suicida. “Se não é nenhum suicídio, o que você quer dizer com isso então?” você pode pensar. Ou por ventura pode não pensar nada, fechar essa página, e procurar alguma coisa muito menos entediante pra fazer do que dar importância a qualquer coisa escrita aqui.

Mas o que eu quero dizer com “cansei da vida” é: Isso tudo aqui tá muito chato. Sim, a vida tá um tédio. Se é pra me deixar PUTO, de tão entediado, não deveriam desperdiçar uma vida. Seria mais fácil me colocar pra fazer compras, passar no salão, e visitar as amigas junto com a minha mãe. Ou então me forçar a criar uma ópera sobre isso tudo. Assistir a ópera seria mais chato ainda.

Uns quatro meses desse ano passado, eu passei muito bem. Matou o tédio com certeza, e estava me deixando realmente feliz. Em alguns momentos. Em outros deu muita merda pra pensar, coisas pra emputecer. Mas o que importa é que eu fui feliz e triste, não um ocioso.

Pena que pra conseguir algo legítimo, leva tempo. E o tempo, tortura. Se eu me encontro cansado agora, já logo depois do começo, como eu vou estar depois? Desolado? Realmente cometendo suicídio?

Provávelmente escrevendo alguma merda que não tem porque algum de existir… Fazendo os outros perderem tempo lendo… Fazendo alguma coisa que tome-lhe algum tempo.

Vontade.

00:00… É essa a exata hora que eu consigo começar a escrever. Mas sobre o quê? Realmente, não sei. Eu não sei de muita coisa… Tenho poucas certezas, porque nem vivi direito. Sou um moralistazinho chato, que acha que pode viver aquela vidinha onde você estuda, consegue um emprego razoável, se casa, e então, morre. Sim, é isso que eu quero. E agora que eu paro pra pensar… Isso tudo contradiz o romance que eu tinha idealizado.

"Idealizado".

O que eu faço muito, e devia parar de fazer. É a Terra o planeta em que eu vivo, ou seja, nada vai ser como eu realmente quero. O satisfatório sempre vem, mas não igual a sua idealização.

A vida parece ser tão randômica quanto a mente do Douglas Adams. Mas não é. Eu pelo menos acredito que isso tudo tenha algum objetivo. Eu pelo menos acredito que isso tudo seja algo útil. Eu pelo menos acredito, que isso tudo que nós chamamos de vida, não seja em vão.

E no entanto eu não fico tão encanado com isso quanto sair, namorar, beber, jogar, e até como meu cabelo está. Coisas, que no final acabam por ser fúteis. E se for pensar, como a vida é feita disso, logo ela inteira parece que se torna fútil.

Calma, você não está lendo uma carta suicida não, pode ficar tranquilo(a).

Não, mas a vida não é fútil. Pensando no que você construiu aqui, no que você influênciou, no que você mudou, no que você marcou. Ela não é fútil. Pense em quantas amizades você tem e teve. Porque as tem, e porque deixou de ter. Quantas vezes o seu problema foi resolvido em uma conversa entre alguma dessas amizades, ou em quantas você resolveu o problema de alguém.

É nisso tudo que a vida ganha um sentido. Mas quem presta atenção nisso? Poucos, ou então, ninguém. Ninguém tá ligando pra isso, então, por quê diabos eu estaria escrevendo sobre?

Porque o ser humano tem probleminhas.

Probleminhas em enxergar o óbvio, em praticar o certo que está óbvio. Mas não, pra quê fazer o certo? Pra apanhar. Lógico.

E eu cansei disso tudo.

Será que é possível, viver prestando atenção no quão bem está sendo essa passagem? Ou tudo o que é fútil, vai sempre ter mais minha atenção?

E o por quê de eu escrever tudo isso, você pode perguntar…

Porque deu vontade.

Isso tudo foi uma divagação, btw.

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Então… É cedo. Bem cedo. Cedo demais pro meu gosto… Deveria estar dormindo, ou na cama, pelo menos, por que o sono vir, já é outra coisa. Não que eu me importe muito, mas…

É, hoje não está tão ruim quanto eu pensei… Mas também não está nada bom. O ruim é a certeza de que tudo estaria melhor, de que tudo estaria mais feliz. O meu presente seria ver a sua felicidade.

E isso despertou, quando eu passei perto de lá. Por pelo menos 10 segundos, essa coisa começou a bater num ritmo irregular. E depois quando surgiu a possibilidade de ver alguém que me relembrasse o semblante, por mais 10 ou 20 segundos.

Do nada, eu resolvo mudar a música, escutar um progressive metal, que me faz sorrir, de um jeito meio nervoso, de um jeito meio determinado a fazer não sei o que diabos. Por isso, valeu, Dream Theater.

Mas será que eu ia ganhar esse presente mesmo? Não, não. Ia ganhar no máximo uma encenação… Que por trás da cortina estaria estampado “Não é real, não adianta tentar”.

Maldita mania de fazer da felicidade dos outros, a minha.

Pensando bem agora, não ganhei a sua felicidade. É, a sua vai ir pra outras pessoas, que talvez mereçam, talvez não… Eu ganhei outras felicidades. Não muitas outras, mas pelo menos duas ou três. Acordar com uma e ir dormir com outra… Já é o suficiente. Até que uma dessas se torne um pouco mais frequente, e presente como foi a passada.

Se fosse assim, tudo bem. Mas algo que se faz presente as vezes, mesmo eu sabendo o quanto errado é pensar assim, é a possibilidade de tudo acabar de novo. Eu sei que vai acabar de novo. Não queria que acabasse e tivesse que recomeçar tudo de novo. Várias e várias vezes. Até pelo menos alguma se fixar.

E de novo, pra isso acontecer, leva tempo. Se da primeira vez já esgotaram a minha paciência(que não era nada pequena), o que vai ser das outras?

Mas que merda, não? Mas não fode. Simplifica isso aí.

Eu sou complicado, e gosto de complicar as vezes, porque as vezes, o simples é ridículo, de tão simples que é.

Okay, qual é a parte do simples agora? A minha felicidade. Comparado com o resto dessa curta vida, isso foi o que mais me trouxe felicidade. Se foi assim, o esquema é tentar de novo, e de novo.

E sempre que estiver alguma coisa errada, vir aqui e escrever toda essa porcaria.

A idéia de acabar com essa porcaria, também veio na minha cabeça, por causa da história de fazer os outros felizes. Eu não ficaria tão feliz lendo essa budega. Lógico, eu continuo sendo palhaço, e o pouco do palhaço aparece nos textos. Mas, será isso o suficiente?

Querendo ou não, é bom pra fugir. Ou pra voltar pra merda. Sei lá.

I just hide behind the tears of a clown.

—Marshall Matters(Eminem)